Nesta sexta-feira (3), 35º dia de conflito no Oriente Médio, os Estados Unidos e Israel continuam bombardeando o Irã, destruindo especialmente infraestruturas civis, sem que haja sinais de enfraquecimento na resposta de Teerã. Às vésperas da votação no Conselho de Segurança da ONU sobre uma resolução destinada a proteger a navegação no Estreito de Ormuz, o regime iraniano alertou contra "qualquer ação provocadora" para forçar a passagem de navios pelo local.
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, advertiu na quinta-feira contra qualquer ação provocadora dos agressores e de seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU em relação ao bloqueio no Estreito de Ormuz. De acordo com comunicado do ministério, o uso da força para liberar a passagem marítima "só tornará a situação ainda mais complicada".
O projeto de resolução apresentado pelo Bahrein para desbloquear o estreito está em discussão entre os 15 membros do Conselho de Segurança há dez dias. A versão mais recente pede autorização para que qualquer Estado ou coalizão de Estados utilize meios defensivos a fim de garantir a segurança dos navios.
A votação, prevista inicialmente para esta sexta-feira (3), foi adiada para sábado devido ao feriado da Semana Santa. Apesar da inclusão do termo defensivo, o projeto divide o Conselho de Segurança. Fontes diplomáticas afirmam que Rússia e China, que possuem direito de veto, têm fortes objeções ao texto.