
Zezé Di Camargo bem que tentou processar o Facebook, mas não conseguiu vantagem. O sertanejo foi aos tribunais alegando que teve sua imagem e sua voz utilizadas de maneira indevida em anúncios fraudulentos na Internet, mas a Justiça de São Paulo negou o pedido de indenização por danos morais.
Segundo a coluna de Ancelmo Gois no Jornal O Globo, a 24ª Vara Cível do Foro Central reconheceu que houve uso irregular da identidade do artista por um perfil falso, que utilizava inteligência artificial para simular sua imagem e voz na promoção de supostos medicamentos.
Apesar disso, o magistrado entendeu que não há responsabilidade do Facebook, já que a legislação brasileira, especialmente o Marco Civil da Internet, só permite a responsabilização de plataformas digitais quando há descumprimento de ordem judicial específica para retirada do conteúdo.
No caso, a empresa informou ter fornecido os dados disponíveis para identificação do responsável pelo perfil e cumprido as determinações judiciais, o que afastou a obrigação de indenizar. A conta, aliás, está indisponível desde o início do processo judicial.
Para piorar, Zezé ainda terá de arcar com as custas judiciais e os honorários advocatícios dos representantes do Facebook, estabelecido em 10% sobre o valor da causa.
Em outubro de 2025, a Meta foi condenada a retirar um vídeo falso com IA que simulava o cantor pedindo o impeachment de um ministro do STF.