
Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, celebrou nesta sexta-feira (8) a nova prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza. Ela afirmou que “a Justiça existe” e ressaltou que o atleta poderia ter evitado esse desfecho se tivesse cumprido as determinações da liberdade condicional. A declaração reforça sua confiança no sistema judiciário, mesmo após tantos anos de espera pela elucidação completa do caso.
Bruno, considerado foragido desde março, foi detido na madrugada em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, a prisão ocorreu após o ex-jogador descumprir regras impostas pela Justiça, o que motivou a expedição de um novo mandado. O alvará foi cumprido pelas equipes policiais locai
Em entrevista, Sônia lamentou que Bruno não precisasse enfrentar essa situação. “Eu lamento porque ele não precisava estar passando por isso. Se tivesse cumprido todas as medidas, não precisaria viver esse momento”, afirmou. Ela também deixou uma mensagem de esperança a outras famílias aguardando por justiça: “Não desistam da Justiça. Pode demorar, mas a Justiça existe”.
A mãe de Eliza ainda ressaltou que a nova prisão não ameniza sua dor. “A nova prisão não vai trazer o corpo da minha filha. O melhor seria se eu tivesse o corpo da minha filha. Minha filha foi descartada igual lixo”, lamentou. Ela pediu que vítimas de crimes semelhantes continuem buscando provas e pressionando as autoridades para fortalecer os processos.
O retorno de Bruno ao regime fechado foi motivado por diversas infrações na liberdade condicional. Em fevereiro, ele viajou ao Acre para jogar pelo Vasco do Acre, pela Copa do Brasil, sem a autorização judicial necessária. Além disso, o Ministério Público apontou falta de atualização de endereço, descumprimento do horário de recolhimento domiciliar e presença em locais proibidos, como um jogo do Flamengo no Maracanã.
Relembre o caso: em 2013, o goleiro foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio. O corpo da modelo nunca foi localizado. Em 2019, ele obteve progressão para o regime semiaberto e, em janeiro de 2023, conseguiu a liberdade condicional, até as repetidas violações das condições impostas pela Justiça.